4. Para ensino fundamental e médio das escolas públicas e privadas

Para a idealização destas atividades, a referência bibliográfica que nos serviu de inspiração foi o Projeto Mosaico – ARTE, livro didático desenvolvido pelo Programa Nacional do Livro Didático e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, em 2017, distribuído às escolas públicas que foram selecionadas pelo Ministério da Educação brasileiro.

O livro trabalha diferentes linguagens artísticas, buscando fortalecer o envolvimento do aluno com a arte, estimular a criatividade e promover debates, por meio dos quais ele possa ampliar sua visão de mundo, se expressar, levar para a escola e compartilhar com os amigos o seu universo cultural.

O objetivo do livro, como também o nosso, é desafiar o educando a conhecer melhor o mundo a sua volta, a sua cidade e comunidade, como também se autoconhecer, possibilitando novas formas de investigação e de ação em seu dia a dia.

Sobre os meios de desenvolvimento das propostas:

Em função da pandemia da COVID-19, o formato inicial das atividades foi adaptado e, assim, propondo-se diferentes possibilidades: Considerando o cenário pandêmico e consequente isolamento social com as atividades escolares ocorrendo de forma remota em respeito às leis locais em vigor (conforme já se iniciou o presente ano letivo de 2021), parte do programa aqui proposto será distribuído em meio digital de forma ampla, voltando à comunidade escolar do município – principalmente as mais carentes.

A segunda modalidade será a distribuição de parte do material em meio impresso. Mesmo remotamente, os docentes poderão trabalhar com as crianças e adolescentes de forma simples, objetiva e lúdica, incrementando qualitativamente o conteúdo acadêmico em meio ao difícil contexto atual.

Dada a natureza ampla e autoexplicativa das propostas digital e impressa, estas atividades poderão, inclusive, se estender junto de familiares, responsáveis pelos estudantes de Ensino Fundamental e Médio, aumentando sua abrangência para além dos grupos discentes.

Se, durante o desenvolvimento das intervenções na Catedral, as atividades escolares em níveis Fundamental e Médio voltarem a ser presenciais, dentro do que permitirem as normas de segurança e legislação local, teremos a possibilidade de também receber esses estudantes no complexo da Catedral (em grupos organizados por professor ou outro responsável da referida escola), em visita guiada por pelo menos um membro de nossa equipe, complementando as atividades que serão feitas a partir do material digital e impresso disponibilizado às unidades escolares.

Portanto, as ações de educação patrimonial aqui propostas não serão impedidas ou prejudicadas pela pandemia em andamento e ainda sem previsão de erradicação.

Mostramos a seguir, as atividades que visamos desenvolver, trabalhando a valorização dos bens culturais, a consciência preservacionista, o sentimento de pertencimento e a sua perpetuação para muitas mais gerações.

4.1. Quebra-cabeças virtuais da Catedral de Petrópolis

Público-alvo sugerido: alunos do Ensino Fundamental, Médio, familiares e demais interessados.

Material: aparelho de telefone celular

Está sendo desenvolvido por parte da equipe do Projeto da Revitalização da Catedral Imperial de Petrópolis e Implantação da Galeria de Arte Auto Expositiva, com fins de ampla distribuição totalmente gratuita, um aplicativo de celular de jogos de quebra-cabeça com imagens relacionadas à Catedral de Petrópolis. Os jogos terão 3 níveis de dificuldade: fácil, médio e difícil.

A gameficação aplicada à educação é um instrumento de estímulo ao processo de ensino[1]aprendizagem e visa tornar mais atrativo o conteúdo acadêmico (JAPIASSU; RACHED, 2020) – neste caso, nas temáticas de arquitetura, geografia, história e preservação do patrimônio cultural.

SOBRE A IMAGEM – A atividade será acompanhada de narração que descreverá de forma simples e objetiva o conteúdo de cada imagem desmembrada virtualmente em peças de encaixar, e orientará como montar o quebra-cabeça.

ATIVIDADE – Trabalhada em aula mediada pelo docente, aplica-se a montagem das imagens ao contexto do conteúdo da disciplina. O docente pede para o estudante montar um quebra-cabeça.

HORA DA TROCA – Com a imagem pronta, o aluno descreve para a turma o que surgiu e aprende sobre seu conteúdo, significado, cores, formas, etc.

Quanto estendida ao ambiente doméstico da criança e do adolescente, integrando membros da família, estimula-se a um grupo mais abrangente de maneira lúdica a disseminação de conhecimento e o fortalecimento do sentimento de pertencimento à Catedral de Petrópolis.

4.2. Livro de colorir impresso

Este livro de colorir temático da Catedral de Petrópolis, que está sendo desenvolvido por parte da equipe do Projeto da Revitalização da Catedral Imperial de Petrópolis e Implantação da Galeria de Arte Auto Expositiva, será distribuído às escolas em meio impresso. É inspirado em publicações de “arte terapia, que visam combater o estresse e estimular a criatividade” (NOBLE, 2015), apresentando de outra forma ao público este bem cultural emblemático.

Público-alvo sugerido: alunos do Ensino Fundamental, Médio e Ensino Superior, familiares e demais interessados.

Material: Lápis de cor ou qualquer outro material de colorir (lápis de cera, hidrocor / canetinha, tinta guache)

SOBRE A IMAGEM – Cada desenho, em contornos na cor preta e fundo branco, virá acompanhado ao lado de breve texto sobre o bem integrado ou obra de arte da Catedral de Petrópolis.

ATIVIDADES –

Primeiro, sugere-se que o docente possa ler para os alunos mais jovens, ou com os de séries mais avançadas, estimular um exercício de leitura coletiva sobre cada desenho.

Os alunos vão colorir – em aula ou como exercício de casa – de forma livre e criativa as imagens em preto e branco constantes da encadernação.

Levando a publicação para o ambiente doméstico, outros membros da família e/ou responsáveis podem ser envolvidos na atividade e incentivados a se aproximar de obras de arte e do fazer artístico através da coloração.

HORA DA TROCA – apresentação organizada pelo docente do material elaborado por cada aluno e debates sobre os resultados obtidos.

4.3. Desenhos e colagens inspirados nos vitrais da Catedral

OBS: prevista para ser feita dentro do complexo da Catedral de Petrópolis em caso de, durante as intervenções, serem liberadas à volta as atividades escolares presenciais no município de Petrópolis.

Público-alvo sugerido: primeiras séries do Ensino Fundamental

Material:

Papel branco
Papel colorido
Cola escolar
Lápis de cor
Caneta hidrocor preta ou cinza escura (canetinha)

Etapas:

COMEÇANDO POR VOCÊ – o docente lerá com os educandos um pequeno texto sobre vitrais, e perguntar sobre o conhecimento prévio deles: vocês conhecem algum lugar que tenham vidros coloridos?

PAINEL – mostrar os vitrais da Catedral de Petrópolis, em visita guiada ao templo, contextualizando-os no tempo e espaço.

ATIVIDADES –

1º passo: cada educando escolherá um vitral da Catedral (podendo dois ou mais educandos escolher o mesmo);

2º passo: O aluno, orientando pelo docente, será estimulado a observar as cores, os efeitos luminosos, os formatos e outras características que ele quiser considerar no vitral escolhido.

3º passo: a partir desse embasamento, o aluno, supervisionado pelo docente recortará pequenos pedaços coloridos de papel com tesoura sem ponta.

4º passo: o aluno criará um desenho inspirado no vitral escolhido, havendo liberdade de criação, ou seja, pode criar qualquer outra imagem, sem a obrigação de reproduzir o tema do vitral, se inspirando somente nas cores. Ele preencherá o desenho com pedacinhos de papel colorido ou com lápis de cor, ou os dois, podendo usar a canetinha para fazer os contornos.

HORA DA TROCA – apresentação / exposição dos trabalhos por parte dos estudantes e debates mediados pelo docente;

TEORIA E TÉCNICA – conclusão e fechamento, da atividade com o educador, explicando sobre o trabalho que os alunos elaboraram, como era feito em grande escala pelos artistas, quais os materiais os artistas utilizam e para que servem estas obras-primas.

Este material será preparado pelo projeto, que será apresentado de forma presencial ou em mídias digitais (vídeos, por exemplo).

4.4. As redes sociais: instrumentos de divulgação e fomento da preservação cultural

OBS.: Voltada para as séries finais do ensino fundamental e para o ensino médio. Também uma atividade proposta para ser presencial dentro e fora do complexo da Catedral de Petrópolis em caso de, durante as intervenções, serem liberadas à volta as atividades escolares presenciais no município de Petrópolis.

“A juventude ganha especial destaque nessa empreitada de construir as bases de uma Educação Patrimonial para todos, uma vez que dela se esperam características como dinamismo e a criatividade” (OLIVEIRA; MOURA FILHA, 2012).

Material: aparelho de telefone celular ou máquina fotográfica

Os alunos serão recebidos no complexo por profissionais que fazem parte da obra, arquitetos e restauradores, de preferência, que conheçam a obra e a história de sua construção.

Será realizada uma visita, como a visita técnica com os alunos da graduação, porém menos técnica e mais sobre o templo, sobre os elementos arquitetônicos que o compões e sobre a importância de se realizar esta obra de revitalização.

Será pedido que os escolham um dos elementos da Catedral: fachada, elementos da fachada, como os atlantes, vitrais, mausoléu, etc… para que tirem uma foto e postem nas suas redes sociais com um pequeno texto sobre o elemento escolhido, com base no que captaram pelas explicações dadas pelos profissionais.

4.5. Exposição das atividades de Educação Patrimonial realizadas

Público-alvo sugerido: paroquianos, frequentadores, visitantes locais e turistas.

Material: banners / painéis fixados em suportes metálicos esbeltos com pés de borracha

Serão confeccionados banners / painéis que demonstrarão ao público em geral as ações de Educação Patrimonial desenvolvidas ao longo das obras de conservação e restauro da Catedral de Petrópolis, demonstrando cada conteúdo e expandindo-o à comunidade local e turista.

A exposição ficará dentro da Catedral, em uma das naves laterais, sem interferir nas atividades rotineiras do templo.