5. Trabalhos de Arqueologia

Ao contrário do que muitos pensam a Arqueologia não estuda os dinossauros, e sim a Paleontologia. A Arqueologia é a ciência que estuda os grupos de pessoas que viveram no passado, buscando entender os modos de vida dessas pessoas em diferentes épocas e locais, e assim preservamos a nossa história.

O trabalho do arqueólogo baseia-se no estudo dos objetos, que chamamos de cultura material, deixados por esses grupos de pessoas, e a forma como viviam e se relacionavam com o meio ambiente ao seu redor.

Esses objetos sejam eles, armas, utensílios de cozinha, adornos, casas, restos alimentares, vestígio de fogueiras, etc., junto com os locais que esse material foi encontrado no campo, mostra ao arqueólogo pistas de como esses povos viviam, moravam, pensavam, se relacionavam com tudo e todos em suas vidas em grupo.

Ao contrário do que nos levam a acreditar, a Arqueologia não estuda dinossauros (é a paleontologia!) nem procura tesouros, ela estuda o homem que habitou e habita o planeta Terra. A noção de Arqueologia como uma aventura romântica ou de busca de objetos estranhos ou exóticos, é uma noção equivocada e que não reflete o cotidiano do arqueólogo. É um trabalho árduo, difícil e nunca dá respostas imediatas. Mas, como dizem os arqueólogos, é extremamente prazeroso! (GRUNBERG, 2007)

O local onde se encontram esses objetos chama-se sitio arqueológico. Os objetos e vestígios encontrados chamam-se cultura material ou bens arqueológicos. Cultura material é:

Tudo que foi produzido ou transformado pelo homem ao longo do tempo. “Utilizada por diferentes áreas do conhecimento (Arqueologia, História, Geografia, Antropologia) para estudar a cultura dos homens através dos tempos”. (ATAÍDES, MACHADO e SOUZA, 1997)

A arqueologia se divide em:

  • Pré-histórica: estudo dos grupos de pessoas ou sociedades que não usavam a escrita. Nesse caso, os objetos e o local que os encontramos no sítio arqueológico, é que nos fazem entender como essas pessoas viviam.
  • Histórica: estudo das sociedades que faziam uso da escrita; no caso das sociedades históricas, o sítio arqueológico somado as informações que encontramos nos documentos escritos, nas fotos, nos mapas, etc, trazerem novos conhecimentos sobre o grupo de pessoas ou sociedade que está sendo estudado.

A pesquisa arqueológica se divide em;

  • Pesquisa de documentos
  • Escavação
  • Laboratório: limpeza e classificação do material coletado durante as escavações;
  • Publicação e educação patrimonial: de nada adiantaria o trabalho do arqueólogo se todas as informações obtidas não fossem divulgadas, tanto para o meio científico como para a população, afinal essas informações nos ajudam a entender e a escrever a nossa história.

Preservar e conhecer o patrimônio arqueológico é preservar e valorizar nossa história, quem somos como sociedade e nação. É valorizar o legado deixado por nossos antepassados que refletem em quem somos hoje, e aprender com erros e acertos do passado para tentarmos planejar um futuro sempre melhor.

Uma vez que a pesquisa arqueológica permite “desenterrar” o passado e trazer a luz parte da história, que pertence a todos, se forma importante “Link” entre passado e presente para podermos lançar bases sólidas em nosso futuro, e garantir o acesso de gerações futuras ao conhecimento de sua história e memória.

A Arqueóloga que acompanha o projeto e as escavações, que são necessárias para se conhecer a estrutura da Catedral e assim fazer os reforços necessários, é Margareth Ferreira Di Palma Queiroz, com especialização em história social. Dessa forma, a profissional está acompanhando todo o processo de perto e se algo de valor arqueológico for encontrado, serão feitas os devidos processos para que os bens culturais sejam de conhecimento de toda a comunidade.